
Um par de meiguinhos olhos
Espalhando pelo ar mansidão,
Desatina a doer o peito
Sofreado de solidão.
Ai! Que anjo é este de meu tormento?
Com tuas asas deflagra meu ser,
Quanto amor preso aqui dentro,
Pronto a te oferecer.
Tua música de flauta doce,
Transversa minha emoção!
Eu, que amo como Afrodite,
Passo a viver feito Sansão!
Cortem meus cabelos!
Prendam-me como meliante!
Ceguem meus olhos!
Porém, não retirem meu pequeno gigante.
Ai! Que anjo é este compilado em meu cerne!
Porque fostes e me deixastes a dor?
Condenado a este estéril deserto,
Terei de viver sem teu amor!
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