
Ardente, chamas meu nome.
Pede que a deixe extasiada,
Clama, grita; Me consome!
Vapores na janela estampada.
Doce delírio de lábios calorosos,
Espalhando sua dança pelo Salum.
Displicentes, indecentes e audaciosos,
Corpos úmidos, a formar um.
O desejo é um vinho a ser partilhado,
O líquido que escorre entre os lábios.
Olhos e pernas, escancarados,
Caminhos tortuosos, que embebedam sábios.
Seios redondos e rosados,
Onde mãos grosseiras repousam,
Um sorriso jocoso e ousado,
O prazer é o galho que muitos pousam.
Se há no mundo, melhor cálice.
Cale-se aquele que o descobrir,
Se há algo superior ao meu ápice,
Traga para comigo repartir.