
Olhos que reportam a alma,
Não notem o degredo que a mim rodeia.
Mantenham-se afastados os males da calma,
Cerrem-se para a luz que os incendeia.
Lágrimas, assíduas companheiras dos olhares,
Porque ensejos fazem recoar meus sentidos?
Tens sido ácidas para os amores,
Mantendo-os frios, adormecidos.
Pois, o que tens compreendido as pupilas?
Tantas preleções frequentaram; na noite; ao dia.
Sortidas em meio à negritude das vilas,
Enlaçando calúnia, amargura e arrelia.
Olhos que condicionam meu ser,
O que vedes é o prelúdio do tormento.
Mantenham-se voltados para o alvorecer.
Apartam-se para luz que os dará alento.
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