
Navego em meus conceitos vãos,
Atropelando devaneios, dores e sensações;
Temo em ter perdido a sutileza da alma.
Deflagro-me. Dispo-me. Sôfrego por ilusões.
Meus olhos repreendem meus fluidos,
Úmidos, de vagas e supérfluas emoções.
A brisa beija-me secamente. Recobra você.
O que defraudou nossa coragem; Ações?
O céu preenche-nos com sua bruma cinzenta.
Sento a ver a nau cruzar o mar de decepções.
A nostalgia há tempos é minha melhor companhia.
Rebentações. Ondas. Marés de abdicações.
Ponho-me a observar a insensata calmaria.
Tomo o timão e não vejo perspectiva de direções.
Aspiro o ar salgado do Oceano Solidão.
À frente o abismo; Vejo com olhos de Camões.
“Os bons vi sempre passar. No mundo graves tormentos; E para mais me espantar. Os maus vi sempre nadar. Em mar de contentamentos.”
Luiz de Camões
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