terça-feira, 7 de setembro de 2010

Brumas Sociais


Admirável tormento é o reflexo do meu ser
Insano e denso, como a névoa no amanhecer.
Esbranquiçado, opondo a cegueira
Negro, revelando a barreira.

Branco, tudo é branco.
Em derradeira inclinação,
Pulso, pulso e não estanco
Céus! Que aflição.

Os olhos lacrimejando
Dói, a dor da insanidade.
A imagem deflagrando
Retorne minha alma - piedade.

Estilhaços como a bruma
Intangíveis e místicos como a frígida espuma.
Povoando meu tormento
Donde surge e prolifera este maldito sentimento!

Recolho os fragmentos, disso que me enlouquece,
Elevo-o a composições, finos traços o enriquece
Logo, estarei interrupta e calada.
O convencionalismo impedirá-me de ser alada.

2 comentários:

Antonio Carlos disse...

Ótimo poema, muito bom!
A condição humana sempre será regada a convenções exitencias, dor, alegria, exaltação, isso é ser gente que pensa mas também sente.
Desculpe-me pela ausência, mas sempre estarei aqui.
Um abraço.

Anônimo disse...

Gostei do poema!
Embora pareça denotar uma pessoa depressiva.
Ou até mesmo alguém que em um determinado momento da vida passe por um nevoeiro, que logo some.

Altos e baixos.

Paulo.