
Mãos ágeis e suaves.
Alentam a emoção,
Moldando com um voar de aves.
As curvas do coração
Vigilante aos detalhes
Não admite imperfeição.
Adornando com entalhes
Aprimorando com devoção.
O suor endossa-lhe a face,
É banido em vão.
Logo que o tempo perpasse
Reinará em mansidão.
O olhar se comprime,
Sopesando a criação.
Cada traço presente imprime
A arte em gratidão.
É bela! É sublime!
Esta vossa imaginação.
Jamais duvide ou subestime
A mão deste artesão.
Ele é severo e irreverente.
Obcecado por inspiração,
Acolhe o futuro, determina o presente.
Afaga em seus dedos a perfeição.
Imprevisível e intocável.
Eterno, sem extinção
Teu talento tão amável
Não permite distinção.
Vagando em devaneio
Perde-se na imensidão.
Alma celeste, espírito alheio.
Tem nos lábios a saudação
Imparcial e distante,
Óh, quão feraz é o artesão.
Ora retraído, ora avante.
Destino. O que reserva sua mão?
Um comentário:
"Se um pinguinho de tinta cair num pedacinho azul do papel num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu"
Assim é um artista, artesão. Em pequenas coisas enchergam uma grande obra. Acho que o sentimento está presente.
Paulo.
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