sexta-feira, 27 de agosto de 2010

A Borboleta Azul


Ela baila no azul celeste
Com mansidão e delicadeza
Deixando-se levar de oeste a leste
Libertando-se com a proeza

Permite-se contemplar pelo cortiço e sarjeta
É suave, doce e gentil
Vem graciosa a bela borboleta.
Esvoaçando pelo azul anil

É verdade que pouco viverá
De fases sua vida é repleta
A morte jamais esperará.
Quer ser feliz e completa.

Esvoaça, Óh serzinho!
Deixe seu rastro de ternura
Traceje seu próprio caminho
Deite a vida á quem procura.

A criança enche os olhinhos
Quando vê a borboleta
_Mamãe, olha o bichinho.
Grita alto o espoleta.

Antes, na outra face
Ninguém queria tocá-la
Se no casulo a encontrasse
Iria cruelmente matá-la.

Ela transformou-se ligeiramente
Possuí uma esplendorosa beleza
Que se desprende confiantemente
Esbanjando alegria e leveza.

Pousada na flor
Abre as asas enamoradas
Contemplando com amor
A perfeição enfileirada

O animalzinho encantado
Alça um voo incolor
O presente que lhe foi dado
Chegou ao fim, sem nenhuma dor.

3 comentários:

Anônimo disse...

Borboleta me lembra teoria do caos...
Viagem...

Gostei da forma como descreveu a vida das borboletas.

Escreve muito!

Paulo.

Antonio Carlos disse...

Oi Thaís,
Que lindo o poema, como sempre, mas triste também, alçou um vôo incolor sem nenhuma dor, grande poema!
Abraços querida

Thaís Milani disse...

obrigado gente. É um poucoo tristonho mesmo.