
Eu estava, só. Olhando para meu abismo.
O sol observava o infinito. Um grande prisco.
Porém, ele vira tudo. Desde o primeiro momento.
Então ele me dizia, para correr com o vento.
Eu, humano, falho, finito.
Eu, solitário, indeciso, aflito.
Eu, que tenho em meus olhos a noite aprisionada.
Eu, que sou tudo e ainda assim sou nada.
Ando a olhar para os cantos atinos
E corro, pois correr é meu destino,
Seguindo apenas o conselho ensolarado.
Tendo como aliado o vento, que sopra gelado.
Passo noites em claro, tenho tanto em que pensar.
Os meses passam rápido, saltando em meu calendário
Semanas são como virgens e parecem se entregar.
É o tempo meu inimigo, ou é delírio de solitário?
O sol raiou e se pôs, e vem ofegante ao lugar onde vai raiar.
O que foi, isso é o que há de ser;
O vento vai para o sul e faz seu giro para ao norte retonar.
Nada há de novo debaixo do sol, e o que se fez, isso se tornará a fazer.
Tudo tem o seu tempo determinado; Eis que tudo se faz.
Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar.
Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar.
Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.
Livro de Eclesiastes.
2 comentários:
Esse ficou foda. Contribui com uma estrofe e ela foi a responsável por melhorar e concluir o poema.Boa ideia em pegar trechos bíblicos.
PAulo
É obrigada :D .. parceria na madrugada de escrever :D
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