segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Canta Jurema, canta!


Jurema, era o nome que avançava pela rua
Deixando muitos a cantarolar
Vindo de banda, completamente alienada
Jurema tocava a todos, sem nada tocar.
Colocava a boca no trombone
Adorando ouvir o som grave escapar.
Seu instrumento preferido era a pervesão
Ao seu doce toque, acelerava coração.
Todos requebravam ao seu caminhar
Desde cedo ela gostava
De cantar à vizinhança
Por causa de tal talento
Foi abandonada quando criança
Lançada ao vento
Batucou o despudor
Áh... Jurema, como danças com explendor.
A sua música era forte
Desbancava trovador
E quando ela cantava
Ouvia-se, "mais, mais meu amor"
Tantos homens ja uivaram
Durante o seu cantar
Poucos homens, de sorte
Receberam sem pagar.
Ouvindo noite a fora, sua gaita soar.
Ela tinha um dedilhado
que ninguém fazia igual
Arrancava melodia
Até de varetas de pau.
Coçava para baixo - Quando lhe pedia
Coçava para cima - Quando o desejo ardia.
Jurema era música, de alma
Jurema era cantora, de palma
Jurema não tinha carteira assinada.

2 comentários:

Weverton disse...

Simplesmente perfeito, assim como todos os outros. Parabéns =)

Anônimo disse...

Gostei muito do que acabei de ler!
Ah...Jurema...assim como você há mais de mil.







Paulo.